Descrição do sistema:

Cada unidade de seu edifício possui uma instalação elétrica independente que é constituído por diversos elementos:

– Medidor de energia;

– Tomadas de corrente, para ligação de eletrodomésticos de uso freqüente;

– Tomadas especiais de corrente, para ligação máquinas domésticas, tais como: lavadora e secadora de roupas, lavadora de louças, forno de micro-ondas, chuveiros elétricos, etc.;

– Pontos de iluminação, para ligação de lâmpadas e luminárias;

– Interruptores, para acionamento dos pontos de iluminação;

– Quadro elétrico contendo os dispositivos necessários para proteção da instalação e seccionamento dos circuitos, além de permitir o acesso individual aos circuitos da respectiva unidade, de forma controlada;

As potências máximas permitidas para os pontos de utilização estão indicadas no projeto elétrico:

Definição de circuito: trata-se de um conjunto de componentes da instalação (condutores, interruptores, tomadas, pontos de energia e iluminação) alimentados a partir de uma mesma origem (mesmo disjuntor no quadro elétrico). No caso de sua unidade, existem vários circuitos, dividindo as cargas de acordo com sua localização (sala, cozinha, dormitório,etc) e utilização (máquina de lavar e secar, chuveiros, iluminação e tomadas de uso geral, etc.);

Definição de quadro elétrico: equipamento destinado a receber energia através de uma alimentação e distribuí-la a um ou mais circuitos, podendo desempenhar funções de proteção, secciona mento, controle e/ou medição. Neste quadro encontramos os disjuntores termomagnéticos que servem para proteção direta dos circuitos; DR (dispositivo diferencial residual) que protege contra choques elétricos e fuga de corrente em eletrodomésticos ou em instalações elétricas em más condições de conservação, e eventualmente, o DPS (dispositivos contra surtos elétricos)

Tipo de uso:

Instalações elétricas prediais, embutidas em paredes, ou aparentes em áreas cobertas.

Cuidados de uso:

Parte da instalação não funciona;

– Verificar no quadro elétrico se os disjuntores daquele circuito estão desligados. Em caso afirmativo, religá-lo;

– Se ao religá-lo ele voltar a desarmar, solicite a assistência de um técnico habilitado, pois podem ocorrer as duas possibilidades abaixo:

  • O disjuntor está com defeito e deverá ser substituído por outro;
  • Existe algum curto circuito/sobrecarga na instalação, e será necessário reparo.

– DR desarmando com freqüência, mesmo sem causa aparente;

  • Verificar no quadro de distribuição se o DR está desligado. Em caso afirmativo, religá-lo;
  • Verificar se existe algum aparelho conectado ao circuito em questão, com problemas de isolamento ou mau contato que possa causar fuga de corrente;
  • Se ao religá-lo ele voltar a desarmar, solicite assistência de um técnico habilitado, pois duas possibilidades ocorrem:
  • Fuga de corrente em equipamento (carcaças, chuveiros sem blindagem);
  • Anomalia interna da instalação;

A desativação ou remoção do dispositivo DR significa a eliminação de medida protetora contra choques elétricos e riscos de vida para os usuários da instalação.

Disjuntores do quadro de distribuição desarmando com freqüência:

– Verificar se existe algum mau contato Elétrico (conexões frouxas), que são sempre fonte de calor, o que afeta o funcionamento dos disjuntores. Neste caso, um simples aperto nas conexões resolverá o problema;

– Outra possibilidade é que o circuito esteja sobrecarregado com instalação de novas cargas, cujas características de potência são superiores às previstas no projeto. O que deve ser rigorosamente evitado;

– Verificar se existe algum aparelho conectado ao circuito em questão, com problemas de isolamento ou mau contato que possa causar fuga de corrente.

Tomadas:

– Não conectar nas tomadas equipamentos com potência superior às capacidades das mesmas (prevista em projeto);

Superaquecimento do quadro de distribuição:

– Verificar se existem conexões frouxas e apertá-las;

Verificar se existe algum disjuntor com aquecimento acima do normal. Isto pode ser provocado por mau contato interno do disjuntor devendo o mesmo ser imediatamente desligado e substituído;

– Outra possibilidade é que o circuito esteja sobrecarregado com instalação de novas cargas, cujas características de potência são superiores as previstas no projeto. Tal fato deve ser rigorosamente evitado.

Manutenção preventiva:

Quadro de distribuição de circuitos, inspeção – a cada ano.

– Medir corrente em cada circuito;

– Manobrar todos os disjuntores;

– Verificar o status dos DPs instalados;

– Apertar todas as conexões;

– Testar o DR através de botão de teste;

– Verificar se existe aquecimento excessivo;

– Todos os quadros de distribuição de circuitos deverão possuir suas partes vivas inacessíveis e espaços reservas, conforme projeto;

– Os quadros devem estar livres e desimpedidos, não podendo ser estocado nenhum tipo de material que impeça se acesso;

Tomadas, interruptores e ponto de luz, inspecionar – a cada ano;

– Verificação inicial da instalação, com o objetivo de constatar que todas as tomadas possuem três pólos;

– Verificação inicial da instalação, com o objetivo de constatar a existência de condutor terra (PE) em todos os pontos;

– Cuidado com a limpeza das luminárias, que garante a sua eficiência/rendimento;

– Verificar o estado dos contatos elétricos, substituindo as peças que apresentem desgaste.

Prazo de garantia:

Tomadas, interruptores e disjuntores:

– Material:

  • Espelhos danificados ou mal colocados – no ato da entrega;
  • Mau desempenho do material – 01 ano;

– Serviço:

  • Problema com a instalação – 01 ano.
Perda da garantia:

– Se forem realizadas mudanças que alterem suas características originais;

– Se for evidenciado o uso de eletrodomésticos velhos, chuveiros ou aquecedores elétricos sem blindagem, desarmando os disjuntores e DR;

Temperatura de trabalho com equipamentos superiores a 60ºC;

– Se não forem tomados os cuidados de uso ou não forem feitas as manutenções por profissional, empresa habilitada e/ou especializada.